Pesquisa — Crescimento e Longevidade da Empresa Familiar
Em 2006, a Prosperare coordenou a primeira pesquisa quantitativa de abrangência nacional sobre governança, gestão e sucessão em empresas familiares brasileiras de médio e grande porte.
Conduzida em parceria com o DataUFF — Instituto de Pesquisas da Universidade Federal Fluminense — e publicada em 2007 sob o título Crescimento e Longevidade da Empresa Familiar, o estudo envolveu 217 empresários, acionistas
e membros de famílias controladoras, obtidos a partir de mais de 1.800 contatos realizados ao longo de oito meses.
Três números que revelam o cenário
- 54% das empresas pesquisadas ainda estavam na primeira geração — e apenas 2% tinham mais de 100 anos de existência.
- Em 95% dos casos, o presidente executivo era um membro da família controladora. A contratação de um executivo externo era, à época, uma grande exceção.
- Apenas 4% eram sociedades anônimas de capital aberto — a maioria absoluta operava como sociedades limitadas ou SA de capital fechado, longe do escrutínio do mercado.
Os cinco tipos de empresa familiar
Um dos resultados mais originais da pesquisa foi a identificação de cinco perfis distintos de empresa familiar, classificados de acordo com o grau de adoção de boas práticas de gestão empresarial, governança e organização da família:
Estrelas — Tradicionais Organizadas — Foco na Empresa — Profissionalização Incipiente — Intuitivas
O insight central
O resultado mais revelador: as empresas do tipo Estrelas, que mais adotaram as práticas analisadas, registraram crescimento acumulado de receita de 66% em cinco anos — contra 27% das
Intuitivas, que menos as adotaram. A conclusão é direta: governança e organização familiar não são apenas questões de ordem. São motores de valor.
A pesquisa revelou ainda que as empresas estão — e não são — em um determinado estágio. Isso significa que qualquer família empresária pode, com visão, determinação e comunicação, alcançar um novo patamar
de maturidade e longevidade.
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